segunda-feira, 11 de maio de 2020
MAS AFINAL, O QUE FAZ UM TRABALHO ARTÍSTICO SER “FAMOSO”?
Se alguém lhe pedisse agora para mencionar o trabalho artístico, obra de arte ou como queira chamar, que você acredita ser o mais famoso do mundo, qual seria sua reposta?
Muito provavelmente seja a mesma resposta que você terá se sair daqui agora e fizer uma busca/pesquisa sobre “obras artísticas mais famosas do mundo”. Você encontrará várias listas, como exemplo: 15 obras de arte mais famosas do mundo, as 10 obras de arte mais famosas da história, as 34 obras mais famosas do mundo e suas localizações, as 17 pinturas mais famosas do mundo e outras listas. No entanto, há algo em comum entre elas. Uma pintura a óleo sobre madeira, com dimensões de 53cm x 77cm (muitos pensam que ela seja bem maior), que foi iniciada entre 1503 e 1506 e finalizada em 1517. La Gioconda possui um sorriso misterioso. É um símbolo do Renascimento francês e foi produzida pelo GENIAL Leonardo da Vinci. Esta tela, sem a menor dúvida é um dos trabalhos artísticos mais conhecidos e reproduzidos. Principalmente no Ocidente. Mas o que fez a Mona Lisa tão famosa?
Não são apenas os predicados acima que lhe deram tanto status e valor. Em dezembro 2013 a jornalista Olivia Sorrel-Dejerin escreveu uma excelente reportagem para o site da BBC, intitulada “O roubo que lançou a Mona Lisa à fama”. Na reportagem, Olivia traz detalhes sobre como esse fato alçou Gioconda ao patamar de celebridade. Entre eles estão: ampla cobertura da mídia durante todo o período em que a tela esteve “perdida”. Ela aparecia em noticiários cinematográficos, caixas de chocolate, postais e anúncios publicitários, detalha o texto. A imprensa, após descrever como o roubo tinha acontecido e não ter mais o que falar, passou a inventar histórias sobre a tela, diz ela. Pessoas inocentes foram acusadas e presas, entre elas o, na época jovem, pintor espanhol Pablo Picasso.
Em resposta direta e objetiva a pergunta feita inicialmente, não há algo simples, ou fechado a ser dito, mas uma série de fatores. Poderíamos citar entre estes: ampla divulgação (midiática), as histórias verdadeiras e mentirosas que circulam em torno da obra/trabalho, ou seja, do roube de La Joconde até nossos dias não mudou muito a forma de como aparecem a maioria das celebridades. A grande diferença talvez seja que no caso de Mona Lisa, mais de um século após sua superexposição, literalmente ainda continua na galeria da fama, sob holofotes e valendo uma fortuna.
Cyro P. da Silva
Professor de Artes Visuais / Designer Gráfico / Artista Visual
LINKS RECOMENDADOS:
Reportagem da BBC citada no texto
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/12/131221_roubo_monalisa_os_cc
O incrível roubo de Mona Lisa no Louvre
https://segredosdeparis.com/o-incrivel-roubo-da-mona-lisa-no-louvre/
terça-feira, 28 de outubro de 2014
GRAVURA MOTION
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
domingo, 14 de outubro de 2012
Síntese.
Quando uma música diz o que queremos.
Ainda está tudo muito confuso. Ainda não há como saber ao certo a falta que você fará.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
SOU NORDESTE E ABRAÇO A CULTURA QUE ME VESTE...

O Nordeste é poesia,
Deus quando fez o mundo
Fez tudo com primazia,
Formando o céu e a Terra
Cobertos com fantasia.
Para o Sul deu a riqueza,
Para o Planalto a beleza
E ao Nordeste a poesia.
[trecho de Patativa do Assaré].
Rasgo de leste a oeste como peste do sul ao sudeste
Sou rap agreste norte-nordeste epiderme veste
Arranco roupas das verdades poucas das imagens foscas
Partindo pratos e bocas com tapas mato essas moscas
TOMA!
Eu meto lacres com backs derramo frases ataques
Atiro charques nas bases dos meus sotaques
Oxe! Querem entupir nossos fones a repetirem nomes
Reproduzindo seus clones se afastem dos microfones
Trazem um nível baixo, para singles fracos, astros de cadastros
Não sigo seus rastros, negados padrastos
Cidade negada como madrasta, enteados já não arrasta
Esses órfãos com precatas, basta! Ninguém mais empata
Meto meu chapéu de palha sigo pra batalha
Com força agarro a enxada se crava em minhas mortalhas
Tive que correr mais que vocês pra alcançar minha vez
Garra com nitidez rigidez me fez monstro camponês
Exerce influência, tendência, em vivência em crenças destinos
Se assumam são clandestinos se negam não nordestinos
Vergonha do que são, produção sem expressão própria
Se afastem da criação morrerão por que são cópias
Não vejo cabra da peste só carioca e paulista
Só frestyleiro em nordeste não querem ser repentistas
Rejeitam xilogravura o cordel que é literatura
Quem não tem cultura jamais vai saber o que é Rapadura
Foram nossas mãos que levantaram os concretos os prédios
Os tetos os manifestos, não quero mais intermédios
Eu quero acesso direto às rádios palcos abertos
Inovar em projetos protestos arremesso fetos
Escuta! A cidade só existe por que viemos antes
Na dor desses retirantes com suor e sangue imigrante
Rapadura eu venho do engenho rasgo os canaviais
Meto o norte nordeste o povo no topo dos festivais,
TOMA!
MINHAS IRMÃS, MEUS IRMÃOS, OXE! SE ASSUMAM COMO
REALMENTE SÃO
NÃO DEIXEM QUE SUAS MATRIZES, QUE SUAS RAIZES MORRAM
POR FALTA DE IRRIGAÇÃO
SER NORTISTA & NORDESTINO MEUS CONTERRÂNEOS NUM É SER
SECO NEM LITORÂNEO
É TER EM NOSSAS MÃOS UM DESTINO NUNCA CLANDESTINO PARA
OS DESFECHOS METROPOLITANOS.
Devasto as galerias tão frias cuspo grafias em vias
Espalho crias nas linhas trilhas discografias
Arrasto lp?s, Ep?s CDs, DVDs
Cachês, Clichês, Surdez, vocês? Não desta vez!
Esmago boicotes com estrofes em portes cortes nos Flogs
Poetas pobres em montes dão choques em hip pops
Versos ferozes em vozes dão mortes aos tops blogs
Repente forte do norte sacode em trotes galopes
Meto a fita embolada do engenho em bilhetes de states
Dou breaks em fakes enfeites cacete nas mix tapes
Bloqueio esses eixos os deixo sem alimentação
Alheios fazem feio nos meios de comunicação
Essas rádios que não divulgam os trabalhos criados em nossos estados
Ouvintes abitolados é o que produz
Contratos que pagam eventos forçados com pratos sobre enlatados
Plágios sairão entalados com esse cuscuz
Ao extremo venho ao terreno me empenho em trampo agrônomo
Espremo tudo que tenho do engenho a um campo autônomo
Juntos fazemos demos oxigênios anônimos
E não gêmeos fenômenos homogêneos homônimos
Caros exteriores agrários são os criadores
Diários com seus labores contrários a importação
São raros nossos autores amparo pra agricultores
Calcários pra pensadores preparo pra incitação
Sou côco e faço cocada embolada bolo na hora
Minha fala é a bala de agora é de aurora e de alvorada
Cortando o céu da estrada do nada eu faço de tudo
Com a enxada aro esse mundo e no estudo faço morada
Sou doce lá dos engenhos e venho com essa doçura
Contenho poesia pura a fartura de rima tenho
Desenho nossa cultura por cima e não por de baixo
Não sabe o que é cabra macho? Me apresento Rapadura
Espanco suas calças largas com vagas para calouros
Estranha o som do Gonzaga a minha sandália de couro
Que esmaga cigarras besouros mata nos criadouros
Meu povo o maior tesouro amor regional duradouro
Recito os ribeirinhos o Mara - baixo em vivência
Um norte com essência não enxerga essa concorrência
São tão iguais ouvi vários e achei que era só um
Se no nordeste num tem grupo bom
Não tem em lugar nenhum, toma!
Êha! Ei! Nortista agarra essa causa que trouxeste
Nordestino agarra a cultura que te veste
Eu digo norte vocês dizem nordeste
Norte nordeste norte nordeste.
[ASSISTA O VÍDEO]
domingo, 4 de dezembro de 2011
SOBREVIVER

Eu venho de meses chuvosos pela avenida da vida
Pensei ter te ouvido falar suavemente no meu ouvido.
Eu liguei as luzes, a TV e o rádio,
Descobri que ainda não consigo escapar de seu fantasma
O que está mesmo acontecendo comigo? "Louco", alguns já me disseram.
Onde está a vida que eu reconhecia? Foi embora...
Paixão ou coincidência, certa vez te falei:
"O teu orgulho nos destruirá em pedaços"
Bem, agora o orgulho saiu pela janela,
Cruzou os telhados, fugiu,
Me deixou um vácuo no coração.
O que está acontecendo comigo? "Louco", já me falaram.
Onde está meu melhor amigo quando mais preciso de você? Foi embora...
Mas eu não vou chorar pelo ontem, sei que há um mundo mais calmo... de algum modo eu tenho de encontrá-lo.
E enquanto eu tento trilhar o meu caminho para este mundo mais tranquilo, eu aprenderei a sobreviver
Todo mundo é o meu mundo, eu aprenderei a sobreviver
De algum jeito, eu terei que encontrar...
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